NEGLIGÊNCIA SUICIDA

A ideia deste blogue é ser regular, mas sem nenhum compromisso temporal, seja ele diário, semanal ou mensal. Acabo, contudo, de verificar que faz hoje um mês que o iniciei na actual forma de “pensar o mundo”, com um texto que – mais do eu já na altura pressentia – iria iluminar várias das nossas semanas. E a prova aí está, no tempo que passou e no nada que aconteceu.

Por cá, claro.Porque enquanto nos entregamos às mais estranhas elucubrações sobre quem deve governar, como se o voto dos portugueses pudesse ser refém de todas as interpretações, por mais delirantes que elas sejam, a Europa afunda-se numa negligência suicida em que é cada vez mais claro que todos vamos pagar bem caro o torpor político em que temos vivido.

A crise do euro foi um revelador, e forte, para quem quis ver – e foram poucos. Mas agora já não é de crise que se trata, do que se trata é de um colapso que ninguém parece conseguir suster. Basta olhar, e ver cada um seguir o seu caminho: Hollande com as suas tropas, Cameron com as suas fanfarronices, Merkel com os seus refugiados…

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