POPULISMOS…

 

– Se há palavra que hoje se repete ad nauseam é a de “populismo”. Como se bastasse invocá-la para equacionar todos os problemas e erradicar todos os males das nossas sociedades.

– Nada mais falso – há muito a dizer sobre isto, e irá ser dito. Mas antes do mais, o que é preciso é distinguir o populismo da demagogia torpe com que sistematicamente ele é assimilado.

– É que ele pode ser, e em geral é, uma coisa bem diferente: ele pode ser, e em geral é, uma forma de afirmação soberana dos povos, da sua recusa em se submeterem à incompetência dos seus governantes, à impotência das suas elites nacionais e às burocracias parasitárias de Bruxelas.

– É por aqui que é preciso avançar. Na verdade, o que as elites políticas e mediáticas dominantes esconjuram com a repetida e ritualizada acusação de populismo, é tudo o que pode pô-las em causa. Ele é o reverso do medo do povo em que todas elas vivem e da miséria política (e outras…) em que nos fazem viver.

– Indo por aqui, descobrem-se no populismo aspectos inesperados e muito positivos que, muito mais do que uma expedita condenação, merecem pelo contrário uma séria reflexão. Que deve e tem que ser feita.

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