TRANPARENTE OU OPACO?

– Cada época tem as suas palavras “fétiche”, as suas invocações mágicas de consolo e de ilusão, que pretendem dispensar – quando não impedir – que se pense a realidade no que ela tem de mais difícil.
 
– Nos nossos dias a “transparência” é uma dessas palavras, e das mais veneradas, como já o já pressenti e escrevi há anos, (cf. “Pensar o Mundo, t. II, pp. 549-551).
 
– Chegou agora a vez de o Parlamento ilustrar o que acabo de dizer. Creio que os nossos deputados ganhariam muito em – antes de votarem o que quer que seja – lerem atentamente o precioso livro “Mortelle Transparence”, de D. Olivennes e M. Chichportich (Ed. Albin Michel), que alerta e bem para o “espectro que assombra as nossas democracias: o casamento da ideologia que impõe que “tudo se diga” e da tecnologia que permite que “tudo se veja””(p.189).

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