OS TEMPOS, EM POLÍTICA

– Gostei muito do lúcido artigo de António Galamba no “Público” de ontem, sobre os “envergonhados de ocasião” do Partido Socialista que, com o seu cínico calculismo e a sua cúmplice hipocrisia, têm comprometido a credibilidade e o futuro do PS.

– Além disso, deu-me uma ocasião para lembrar aquilo que eu próprio, e também no “Público”, escrevi em julho e setembro de 2004 (sim, em 2004!… a 16 de agosto e a 7 de Setembro) sobre o personagem em causa (José Sócrates) e, sobretudo, tudo o que depois semanalmante afirmei na TVI e escrevi no “Diário de Notícias” em 2010 e 2011 sobre a sua governação – está, de resto, tudo publicado no 2º volume do meu livro PENSAR O MUNDO.

– Talvez não haja, em política, “razão antes do tempo”, e que tê-la até se pague caro, talvez, não sei…O que sei, é que é quando é difícil dizer a verdade que é o tempo de o fazer, com coragem e frontalidade.

– E sei também que há um imperativo ético incontornável, antes e depois desse tempo, que inibe que se agrida quem está por terra. Por isso, para mim, o que há a dizer foi dito no momento próprio – e desde então está tudo dito.

(Publicado no Facebook a 06/05/2018)

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